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A autoestima positiva é a chave para uma sexualidade plena

ACONSELHAMENTO

Sebastien Landry, psico-sexólogo

Por: Sebastien Landry, psico-sexólogo

Publicado il y a 3 mês

"O estado geral de saúde influencia diretamente na autoestima da pessoa. Quando a doença se faz presente, é comum se sentir desvalorizado(a), mal-estar, sensações negativas, etc. É um reflexo do olhar para com os outros, mas também a percepção do olhar para si mesmo(a): como você se quer, como se aceita e se respeita a si mesmo(a).

Qual é o vínculo entre a autoestima e a sexualidade?

Parece que nas mulheres, como nos homens, com uma autoestima positiva a atividade sexual é mais satisfatória, mais frequente e menos passiva. Com 'menos passiva' me refiro a 'menos sofrida'. Em efeito, quando a autoestima está positiva, a busca pelo prazer sexual é maior e o desejo sexual é mais alto.

Se nos firmarmos na literatura científica, os estudos sobre a autoestima e a sexualidade demonstram que uma autoestima negativa está associada a uma maior taxa de comportamentos sexuales de risco, insatisfação sexual, transtornos sexuais em ambos sexos e, também, gravidez indesejada. No sentido contrário, a autoestima positiva se associa com uma maior satisfação sexual geral e um maior desejo sexual.

Como sabemos, qualquer problema de saúde pode alterar a autoestima. Até mesmo para uma pessoa que tenha autoestima positiva antes da doença, o risco é possível. Mas, como podemos melhorar a situação? Aqui vão meus conselhos:


1) Coloque limites quando as coisas não funcionam para você.

Sei que isso pode parecer difícil, mas você deve tentar deixar de dizer 'SIM' para todos quando se sente sobrecarregado(a), cansado(a) ou triste. Você deve saber dizer 'BASTA' aos comportamentos que te fazem mal. Ser assertivo(a) significa se expressar, de forma educada, o que é certo e correto para você.

Com certeza, isso é algo que você pode aprender! É um ajuste que deve fazer entre o que você sente e o que acontece com você. Em um relacionamento, você precisa se atrever a dizer o que está acontecendo com você e tentar compreender o que está se passando com a outra pessoa.

A autoestima tem um dos aspectos importantes:

  1. Um ponto de vista psicológico.

    A imagem que temos de nós mesmos e o que imaginamos que os outros pensam sobre nós. Por tanto, temos que fazer um trabalho de conscientização. E sim, dependendo da sua própria história, das suas experiências, da sua condição de vida, pode-se estabelecer uma auto estima negativa e ela pode aumentar com o diagnóstico de uma doença crônica. Essas experiências constróem uma imagem negativa de si mesmo(a). Se isso ocorre, você pode se sentir preso(a) ou sem saída. Essas representações guiam seus pensamentos, comportamentos e reações, influenciando como você se adapta nas situações cotidianas da vida e da sua sexualidade.
  2. Um ponto de vista físico, corporal.

    Sim! Nosso corpo é um ótimo indicador de como nos sentimos e de como vemos as coisas ao nosso redor. Nosso corpo sente e sabe o que é certo e bom para ele, por tanto, para nós mesmos. Ele fala sobre necessidades e medos. Por isso é tão importante escutar nosso corpo e responder aos seus sinais.

Para isso, é importante:


2) Ter e demonstrar carinho a si mesmo(a) 


Não deixe suas emoções negativas, induzidas pela doença e os tratamentos, alterarem sua visão de si mesmo(a). Escute e questione seus desejos. Concentre-se em atividades cujo o principal objetivo seja obter prazer.

3) A importância do carinho e toque a sós para o casal


É importante que você descubra o prazer com seu próprio corpo, que pode estar sofrendo por causa da doença e dos tratamentos. A automassagem, concentre-se nas sensações que podem produzir prazer, ou receber massagem da outra pessoa, guiando ele/ela para que você tenha o máximo prazer no contato físico, são boas maneiras de se redescobrir.

Quanto mais sensações positivas você envia para seu corpo, maior será a autoestima física, que é uma parte muito importante da autoestima. Não negue seu corpo, especialmente na sexualidade, onde ele é fundamental. Quanto mais experimentamos o prazer no nosso corpo, mais nossa mente também se beneficia, se acalma e segue em busca de novas sensações de prazer.

4) Mediações corporais


As mediações corporais (relaxamento, sofrologia, atividade física, etc.) permitem melhorar a visão que temos de nós mesmos. Ao recorrermos ao corpo, melhoramos também nossa mente, e, portanto, nossa autoestima.

Em resumo, a autoestima positiva nos permite ter uma sexualidade também positiva! A doença tem um impacto negativo na autoestima, mas existem soluções.

O trabalho com um terapeuta psicológico e/ou corporal é, com certeza, a solução para melhorar sua imagem pessoal. Não é um caminho simples, mas com ajuda você pode encontrar ou recuperar a autoestima que diminuiu ou se perdeu no passado.

Creia em si mesmo(a): você tem todos os recursos necessários para realizar esse trabalho e fazê-lo avançar para um patamar de maior bem-estar, não somente sexual, mas geral."


Sébastien Landry, psicossexólogo.

https://www.psychosexologie.fr

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