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O caminho da doença não é linear

ACONSELHAMENTO

Camille Vorain, paciente e treinador de saúde

Por: Camille Vorain, paciente e treinador de saúde

Publicado il y a 9 mês

"Hoje quero falar sobre um tema delicado: a aceitação ou apropriação da própria doença. Isso leva a pessoa a um estado de tranquilidade ao conviver com a doença. Não significa uma desistência ou entrega, simplesmente admitimos que faz parte da nossa vida atual.

Podemos passar muitas horas dentro da nossa cabeça tentando entender o por quê de sermos nós, de termos essa doença, de o que a causou, de como chegamos nela. E essas muitas horas podem ser de esperança, de pensar que as coisas são reversíveis, cultivando nossa fé, entendendo que as coisas acontecem por algum motivo, que tudo traz aprendizado, que somos parte de algo maior que nós mesmos.

Para mim, compreender é o primeiro passo, não um fim em si mesmo. O que marca a diferença é a escolha das nossas ações.

O processo de se apropriar da sua doença é composto por várias etapas:

  • O choque e a negação: colocamos palavras na doença, nos sintomas.
  • A raiva, a rebelião: buscamos um culpado, que pode ser nós mesmos, um médico ou o universo.
  • A negociação ou negação da doença crônica: encontrar uma solução.
  • A depressão ou ansiedade pela doença: entendemos que é permanente, que não é algo negociável. Nossa autoestima pode ser afetada porque nossas capacidades estão reduzidas.
  • A aceitação ou apropriação: reconstruiremos e reorganizaremos nossa vida.

A questão é que.... não é linear, e você pode passar de uma para a outra, tendo a sensação de ter andado pra trás. O que pode fazer a diferença é saber que tudo passa, e logo vai estar novamente na fase de energia e motivação para poder agir.

Então, o que fazer?

  • Manter o desejo de acompanhar, buscar apoio para conhecer novos limites mentais e físicos, e voltarmos a conhecer nós mesmos com a ajuda de terapeutas e profissionais especializados.
  • Encontrar e cercar-se de pessoas como você: através das redes sociais, grupos de apoio e associações de pacientes.
  • Cultivar sua dimensão espiritual: acreditar em algo maior, que a doença pode ter um significado e aprendizados valiosos.

Aqui deixo sugestões de textos que podem te ajudar a ir mais além na sua aceitação:

  • A aceitação radical, de Tara Brach.
  • Um retorno ao amor: manual de psicoterapia espiritual, de Marianne Williamson.

Estamos aqui para também ajudar você. 🥰"

Camille, sua coach de saúde 💪

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